Por: Amanda Cardoso, Estefany Rosas, Isabelle Amarise, João Pedro, Vitoria Kim.
Com o objetivo de transformar a faculdade em um espaço de acolhimento e escuta, a Faculdade Metropolitana de Manaus tem incentivado o diálogo sobre saúde mental por meio do apoio de professores, coordenadores e do direcionamento para atendimento psicológico especializado nas Clínicas Fametro. A iniciativa foi destacada pelo coordenador do curso de Serviço Social, Igor Rocha, que reforçou a importância do acompanhamento profissional para o bem-estar dos estudantes e orientou os alunos a buscarem apoio diante de qualquer dificuldade psicológica no ambiente acadêmico.
A saúde mental também é parte fundamental da trajetória acadêmica. A rotina de estudos, as cobranças, os prazos e as responsabilidades podem gerar ansiedade, estresse e outros impactos emocionais, tornando essencial que os estudantes encontrem, dentro da própria universidade, um espaço seguro para falar sobre suas dificuldades.
Nesse contexto, o suporte oferecido pela instituição pode fazer a diferença. Professores e coordenadores, por estarem próximos dos alunos no dia a dia, podem contribuir para identificar sinais de sofrimento e orientar os estudantes na busca pelo atendimento adequado. Além disso, iniciativas de acolhimento e o acesso a profissionais especializados ajudam a fortalecer uma cultura de cuidado e prevenção.
Mais do que acompanhar o desempenho acadêmico, cuidar da saúde mental dos estudantes significa compreender que, por trás de cada sala de aula, existem pessoas com diferentes desafios, sentimentos e realidades. Por isso, promover escuta, acolhimento e acesso à assistência psicológica é também contribuir para uma formação universitária mais saudável e humanizada.
“A graduação não tem que ser algo que adoece. É muito delicado pensar o bem-estar quando o estudante cumpre uma jornada intensa de trabalho e estudo, por isso esse bem-estar precisa ser construído dentro da própria sala de aula, de forma singular e através de avaliações mais leves. O bem-estar é complexo, como aponta Edgar Morin, não se resume ao que a sociedade impõe nos finais de semana, mas começa onde a gente quer pertencer e no propósito maior de se formar para ajudar as pessoas“. Afirma, Marcos.
— Marcos Vinicius Professor de Psicologia
Diante desse cenário, discutir saúde mental no ambiente universitário significa reconhecer que o processo de formação vai além do desempenho acadêmico. A rotina de estudos, trabalho e responsabilidades pode representar diferentes níveis de exigência para cada estudante, o que torna necessário um olhar institucional atento às suas particularidades e às condições em que essa formação acontece.
As reflexões apresentadas durante o Setembro Amarelo reforçam que o acolhimento, a escuta e o acesso à assistência especializada não devem ser vistos apenas como respostas diante de situações de sofrimento, mas como parte de uma política de cuidado e prevenção. Nesse sentido, construir uma universidade mais saudável também significa criar condições para que o estudante possa desenvolver suas capacidades sem que o adoecimento seja naturalizado como parte inevitável da graduação.
Mais do que formar profissionais, a universidade participa da formação de pessoas. E reconhecer essa dimensão humana é fundamental para que a trajetória acadêmica seja não apenas concluída, mas vivenciada com propósito, responsabilidade e qualidade de vida.