Do Impresso ao Digital: Café com saberes apresenta a história do Jornalismo

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Por Lucas Menezes e João Victor

No último dia 29 foi realizada a edição 2026 do Café com Saberes que, nesse ano, destacou o tema Clube da Madrugada, com o intuito de valorizar a cultura desse movimento tão marcante no Amazonas e, sobretudo, encerrando o mês de celebração do dia do jornalista. Nos corredores externos da Fametro foram apresentadas exposições contando a história do jornalismo, desde a época do jornal impresso, passando pela rádio, pela TV, até chegar ao formato digital.


 

Ao lado dos elevadores da unidade 2, e próximo à entrada do miniauditório, estava a exposição de jornal impresso, que foi a primeira fonte de leitura de notícias no Brasil lá no longínquo século XVIII. Em 1808, após a chegada da família real portuguesa ao Brasil, começou a aparecer jornais como a “Gazeta do Rio de Janeiro” e o “Correio Braziliense”, dois dos primeiros jornais impressos disponíveis em território nacional, tornando se a principal busca de notícias no país.

 

Exposição de Jornal Impresso

 

 

Nos corredores de acesso, no sentido da Unidade 1, era possível encontrar outras exposições. A primeira delas, a oficina de rádio, esta que surgiu no final do século XIX, criado por Roberto Landell de Moura, cientista e padre brasileiro e também considerado o pioneiro do rádio no Brasil. Em 1922, fez sua primeira transmissão da história. Foi no centenário da Independência do Brasil, transmitindo o discurso do então Presidente da República Epitácio Pessoa.

A primeira rádio oficial no Brasil foi a Rádio Sociedade do Rio de Janeiro, fundada por Edgar Roquette Pinto em 1923. Em 1941, surgiu o “Repórter Esso”, primeiro programa de rádio de notícias do Brasil, que começava a revolucionar a produção radiojornalística. Nessa década, o rádio já estava em sua era de ouro, consagrada com as radionovelas, programas de auditório e transmissões de jogos de futebol.

 

Exposição de Rádio (radiojornalismo)

 

 

Ao lado da exposição de rádio, tivemos o estande de TV, meio que revolucionou e mudou a história da comunicação do Brasil. A televisão chegou em nosso país em 1950, sendo a TV Tupi, a primeira emissora de TV da história em território nacional. Liderado por Assis Chateaubriand, jornalista e professor, a televisão se tornaria a principal fonte de comunicação do país. E logo, na mesma TV Tupi, surgiu o primeiro programa telejornalístico do país: o “Imagens do Dia”, apresentado por Maurício Loureiro Gama, sendo o primeiro noticiário do país.

Ao longo dos anos, com destaque na década de 1960, a programação televisiva foi ganhando cores, literalmente, e aumentando sua programação com transmissões ao vivo de programas de auditório, exibição de novelas, eventos esportivos e principalmente, mais programas jornalísticos em diversas emissoras que vinham aparecendo no cenário nacional e evidentemente, caminhando um novo rumo ao telejornalismo.

 

Exposição de TV (telejornalismo)

 

Também foi possível conhecer a exposição de câmeras fotográficas, que se inspirou na história da fotografia. Esse conceito chegou no Brasil em 1840, após a chegada do daguerreótipo francês Louis Comte. Ele registrou um foto da Praça 15, no Rio de Janeiro. Desde então, a fotografia começou a se popularizar rapidamente com outros grandes fotógrafos. Em meados do século XX, surgiu o conceito de Modernismo na fotografia brasileira, se caracterizando como um movimento de renovação de linguagem fotográfica que surge em oposição ao pictorialismo, alinhado às aspirações remodeladoras da arte moderna. Figuras como Geraldo de Barros, German Lorca e Thomaz Farkas, foram precursores na consolidação dessa estética no Brasil.

A introdução da câmera digital no mercado aconteceu em 1981, com o lançamento do primeiro equipamento digital da Sony, o modelo Mavica. Essa câmera capturava imagens de 0,3 megapixels e custava cerca de US$ 12 mil. Outra característica digital dela era o armazenamento de até 50 fotos em disquete próprio da marca.

A popularização da câmera fotográfica digital veio apenas na década de 1990, com a acessibilidade dos preços mais baixos. Um dos marcos da época foi o modelo DCS-200 da Kodak, que tinha disco rígido para o armazenamento das fotos e a incrível resolução de 1,54 megapixels para a época – cerca de quatro vezes mais potente que as outras câmeras digitais disponíveis no mercado.

Em 1997, a famosa câmera Cybershot da Sony foi lançada, com a capacidade de gravar imagens a laser e em formato JPEG. Depois disso, era difícil encontrar uma marca que ainda não tinha investido no mercado digital.

 

Exposição das Câmeras Digitais (fotojornalismo)      

 

Hoje em dia, as câmeras do gênero que estão no mercado nem se comparam em resolução e capacidade de armazenamento e mal podemos esperar para as futuras novidades.


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