Após repercussão negativa de aumento nos impostos sobre os eletrônicos, Governo volta atrás

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Por Lucas Menezes

No último mês, o Governo Federal aplicou uma nova taxa para importações de aparelhos tecnológicos. O ajuste foi formalizado pela Resolução do Comitê Executivo de Gestão da Câmara de Comércio Exterior (Gecex) nº 852, de 4 de fevereiro de 2026, assinada por Geraldo Alckmin, vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços. O decreto reorganiza as alíquotas em três patamares principais — 7,0%, 12,6% e 20,0%. Bens com imposto inferior a 7% passam a 7%; aqueles entre 7% e 12,6% sobem para 12,6%; e itens entre 12,7% e 20% passam a 25%.

Se o aumento fosse retido, a população manauara seria incentivada a comprar produtos fabricados pelo Polo Industrial de Manaus (PIM), já que 90% dos celulares vendidos no Brasil são fabricados por ela. O intuito era proteger os empregos na Zona Franca da cidade, evitando possíveis demissões.

Kayck Vieira, estudante de engenharia da computação e consumidor assíduo de eletrônicos, trouxe sua opinião. Confira:

 

 

 

O ministro da fazenda Fernando Haddad, defendeu o aumento do imposto de Importação sobre 1.252 produtos, entre eles celulares, televisores, computadores e equipamentos usados em data centers, como CPUs. Para a Fazenda, esse patamar coloca em risco elos da cadeia produtiva e aprofunda a vulnerabilidade tecnológica do país.

Contudo, após uma forte pressão pública contrariando ao anúncio do governo, principalmente dos consumidores, a Gecex decidiu voltar atrás e manter os 16%.

Número do Pólo Industrial de Manaus

A Suframa (Superintendência da Zona Franca de Manaus) trouxe dados sobre os faturamentos que o Polo Industrial alcançou no primeiro mês do ano. Segundo a própria, o Pólo Industrial de Manaus (PIM) apresentou R$18,28 bilhões de faturamento em janeiro. Fazendo um comparativo a janeiro de 2025, cujo valor foi de R$16,44 bilhões, em 2026, houve um superavit de R$ 1,84 bilhão.  No mercado de trabalho, o Polo Industrial manteve estabilidade no nível de emprego, considerando a mão de obra efetiva, temporária e terceirizada das empresas com projetos aprovados pela Suframa, com 129.522 vagas. Os dados de movimentação de mão de obra em janeiro registraram 3.710 admissões, 3.118 demissões e saldo 592 empregos.

No comércio exterior, o desempenho das exportações foi um dos principais destaques do período. Em janeiro de 2026, o PIM exportou R$ 387,98 milhões, o que representa crescimento de 40,52% em comparação ao mesmo mês do ano anterior (R$ 276,11 milhões). Em dólar, o crescimento das exportações foi de 52,85%, na comparação das vendas externas de janeiro de 2026 (US$ 72.39 milhões) e janeiro de 2025 (US$ 47.36 milhões).

“Os resultados de janeiro demonstram que o Polo Industrial de Manaus inicia 2026 com bases sólidas, combinando crescimento industrial, estabilidade no emprego e avanço das exportações. Fatos que demonstram e reforçam a competitividade e a relevância econômica do modelo Zona Franca para o Brasil”, analisou o superintendente da SUFRAMA, Leopoldo Montenegro.

Tentamos contato com a assessoria para ouvir outros membros da SUFRAMA para ouvir o posicionamento deles sobre o recuo da taxação dos eletrônicos, mas até o momento não houve retorno.


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