Música estimula convivência e bem-estar de idosos atendidos no Instituto Abílio Pontes

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Texto: Ezequiel Eloi/Tânia Brandão

Fotos: Amanda Vidinho

Cantar pode ser muito mais do que uma forma de entretenimento. Para pessoas idosas, a atividade também pode contribuir para o bem-estar, a socialização, a expressão corporal e até para a memória.

Esse foi umas dos assuntos discutidos durante uma roda de conversa realizada no Instituto Abílio Pontes, nesta terça-feira, 15/9, que desenvolve atividades voltadas à saúde e à qualidade de vida da população idosa do bairro da Redenção, na zona Oeste da capital.

Durante o encontro, os participantes conversaram sobre como o exercício do canto pode estimular diferentes áreas do corpo e ajudar na interação entre os idosos.

A atividade envolveu respiração, movimentação da boca e do rosto, além de atenção e memória para acompanhar letras e melodias. Um dos pontos destacados foi justamente a movimentação dos músculos faciais.

Ao cantar, o idosos perceberam que lábios, bochechas e outras regiões do rosto foram ativadas contribuindo para a uma expressividade melhor.

Maria Lúcia da Silva Castro, que participa das programações do Instituto Abílio Pontes há três anos, explicou que a experiência foi enriquecedora.

“Gostei muito dessa experiência. Eu gosto das atividades do Instituto porque par mim, ele é um refúgio que têm aliviado o peso de série de dificuldades familiares e perdas que venho enfrentando nos últimos anos”, salientou a usuária que também relatou que ficar sozinha em casa é difícil e que a convivência com outras pessoas ajuda a enfrentar a solidão.

Música e memória 

A música também foi lembrada como uma importante ferramenta de memória afetiva. Os instrutores da atividade disseram que ouvir uma determinada canção pode fazer com que o idoso se lembre de pessoas queridas, como familiares e amigos, além de momentos marcantes que viveu.

Dessa forma, ouvir e cantar músicas conhecidas pode proporcionar não apenas diversão, mas também a oportunidade de reviver boas lembranças.

Além dos estímulos físicos e da memória, a atividade também pode ajudar a aproximar os idosos. Cantar em grupo cria um momento de convivência, no qual eles podem compartilhar músicas que fizeram parte de suas histórias e conversar sobre as lembranças que elas despertam. Para quem enfrenta a solidão, esse contato pode fazer diferença.

A comunicadora social da instituição, Ana Paula Noronha salienta os benefícios do ato de cantar e ouvir música que segundo ela, não requer necessariamente equipamentos e grandes estruturas.

“Em um ambiente adequado, cantar  movimenta o corpo, estimula a mente, desperta lembranças e fortalece vínculos. No Instituto Abílio Pontes, momentos como esse fazem parte de uma proposta que busca olhar para o idoso de maneira mais ampla. A preocupação não está apenas na prevenção ou no tratamento de doenças, mas também na criação de espaços que estimulem a convivência, a autonomia e o bem-estar. Para os idosos, cantar pode significar lembrar, conversar, movimentar o corpo e reviver momentos importantes”, destacou.

Uma atividade aparentemente simples se tornou uma forma de cuidar da saúde e manter vivas as memórias e as relações que fazem parte de suas histórias.

 


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