Por Ruanis Garcia
A Copa do Mundo desperta expectativas no comércio, mas os impactos sobre o consumo devem ser limitados neste ano. É o que aponta uma pesquisa da Federação do Comércio do Estado do Amazonas (Fecomércio), que revela que a maioria dos consumidores não pretende alterar de forma significativa os hábitos de compra.
De acordo com a pesquisa, 62% dos entrevistados pela Fecomércio afirmaram que a Copa impacta pouco ou nada suas decisões de consumo. Outros 25% percebem algum impacto relevante, enquanto 13% se mantêm neutros. Os números indicam que, ao contrário de datas tradicionais, como natal, dia das mães ou dia dos namorados, a Copa não deve provocar um aumento generalizado nas vendas. Confira no gráfico abaixo:
Alguns segmentos já se preparam para um movimento maior. O consumo relacionado à Copa está concentrado principalmente em setores específicos, como camisas esportivas, comidas e bebidas.
Ainda de acordo com a pesquisa, entre os consumidores que pretendem gastar durante o período dos jogos, 51% devem investir em bebidas e comida. Em seguida aparecem roupas e acessórios, com 38%, e itens para confraternizações durante os jogos, com 35%. Confira no gráfico abaixo:
Segundo a Fecomércio, o principal efeito econômico da copa está ligado à socialização e ao entretenimento. Os consumidores tendem a direcionar os gastos para encontros entre amigos e familiares, churrascos e confraternizações durante os jogos.
O estudo conclui que a Copa gera movimentação econômica, mas de forma pontual. O consumo está concentrado em experiências de lazer e convivência, com grande volume de transações, porém com baixo valor médio por compra.
O Presidente da Fecomércio, Aderson Frota, explica com mais detalhes o objetivo da pesquisa e os eventos atípicos que estão competindo por espaço nas lojas.